Tardes de Lindóia 

(Valsa de Zequinha de Abreu e Pinto Martins)

Tardes silenciosas de Lindóia
Quando o sol morre tristonho
Tardes em que toda a natureza
Veste-se de um véu de sonho

Baixo os arvoredos murmurantes
Da tênue a brisa ao soprar
Querido dos sonhos meus
Não sabes tu como é, sublime contigo sonhar
(Bis)

Lá, no horizonte calmo
As nuvens se incendeiam, num incêndio de luz
Vibra, se exalta minha alma
Na sensação que a seduz

Um plangente o sino toca
Chamando à prece todos
Os que ainda sabem crer

Então sonho e creio
Beijar tua linda boca
Para acalmar o eu sofrer