Angela Maria lamenta falta de homenagens pelos 50 anos de carreira

Por Débora Batista

CAMPOS, RJ - Como poucos, teve a oportunidade de escolher seu próprio nome. Ela nasceu Abelim Maria da Cunha, mas o Brasil inteiro a conhece como Angela Maria.

Dona de uma voz amada nos quatro cantos do país, a mulher de voz doce e pele da cor de sapoti, segundo o presidente Getúlio Vargas, se apresentou hoje de manhã no Jardim São Benedito, em Campos, dentro do projeto Viva Melhor Viva Música e das comemorações pelos seus 50 anos de carreira.

Apesar do sol forte, uma multidão fez questão de conferir o show até o final. No palco, um pianista cego fazia seu espetáculo à parte, utilizando um reluzente piano meia-calda.

No entanto, Angela Maria está completando 50 anos de palcos sem a salva de homenagens que acredita merecer. Há 15 anos, quando comemorou seus 35 anos de profissão, as comemorações foram bem suntuosas: desfilou em carro aberto - um Cadilac branco conversível -, saindo do Copacabana Palace em direção à Ipanema.

A diva lamentou a falta de homenagens. "Pensei que fosse receber alguma homenagem por meus 50 anos de carreira, como acontece com Zezé di Camargo e Luciano e outros artistas".

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